DESNUTRIÇÃO INFANTIL

Por Filomena Santos – Gerente de Programas do PPSJ

1.1. Conceito

         Estabelecer uma definição propriamente dita de Desnutrição não é fácil em virtude principalmente da ampla variação do quadro clínico apresentado pelos portadores.  Apesar disso, alguns autores a definem assim:

         “Desnutrição é um estado de diferentes graus de intensidade e variadas manifestações clínicas produzido pela deficiente assimilação, pelo organismo, de quantidades adequadas dos diversos componentes do complexo nutriente (proteínas, hidratos de carbono, gorduras, sais minerais e vitaminas)”. (MARCONDES, 1976: 8)

         “Desnutrição é uma doença carencial evolutiva, crônica, exclusivamente vinculada à idade da lactância, que sob o denominador comum da fome, afeta especificamente a nutrição e cujo substrato metabólico reside na alteração da função fundamental da célula: o crescimento”. (MARCONDES, 1976: 12)

         “Desnutrição é o resultado final da somatória de fatores negativos de uma sociedade, da qual destacamos: falta de interesse governamental para a área social e educação; falta de interesse e muitas vezes total alienação da elite da sociedade para os problemas resultantes da condição subumana de importante parcela da nossa população”. (NÓBREGA & ALBA, 1996: 5)

         A sinonímia do termo Desnutrição recomendada pela organização Mundial de Saúde (OMS) é má nutrição calórico-proteica. Após citar as definições dos autores sobre desnutrição chegamos à compreensão de que ela é um estado crônico de carência calórico-proteica em que o organismo interrompe sua evolução normal com prejuízos bioquímicos, funcionais e anatômicos, tudo isso causado, também, por condições sub humanas de sobrevivência.

1.2. Principais fatores responsáveis pela desnutrição infantil.

         A desnutrição é o fator principal de contribuição para a alta morbidade e mortalidade infantil nos paises subdesenvolvidos. Não há estimativas suficientes e precisas sobre a incidência e prevalência da desnutrição. Poucas partes do mundo têm estatísticas mostrando esses dados. O número de crianças que sofrem de desnutrição é desconhecido, porém é sabido que a maioria das crianças de baixa renda no Brasil já passaram por algum tipo de desnutrição. Segundo o Estudo Nacional de Defesas Familiares (ENDEF), existiam no Brasil há aproximadamente 20 anos atrás, quase 08 (oito) milhões de crianças, menores de cinco anos, portadoras de algum grau de desnutrição – pela classificação de COSTE (1978: 85). O nordeste brasileiro, com 1/3 da população do país reunia a maior parte. A Desnutrição é resultado de um complexo de fatores sociais econômicos, patológicos e entre os principais, destacaremos os que seguem:

  • Dieta – O desequilíbrio entre as proporções de proteínas e de carboidratos devido à ingestão inadequada de alimentos.
  • Infecção – Atuam principalmente como fatores desencadeantes.
  • Fatores Psicológicos – Podem ser muitas vezes relevantes na Desnutrição. Por exemplo, a privação materna, quando a mãe tem que se afastar ou mesmo se ausentar da convivência com o filho, sendo traduzida pela criança, principalmente, por anorexia.
  • Situação Sócio-Econômica – Denominador comum de todas as doenças que prevalecem em países de áreas pobres, tendo como principais agravantes o nível educacional da mãe, a renda familiar insuficiente, habitações insalubres com precário saneamento.
  • Insuficiente Produção de Alimentos – Baixa produtividade agrícola da terra, carência de alimentos, alto custo dos alimentos.
  • Padrões Culturais – A não utilização dos recursos naturais pode ser devido ao conhecimento inadequado do que a criança pode e deve comer assim como de atitudes, tabus, crenças e preconceitos em relação a determinados tipos de alimentos.
  • Nutrição Materna – Nas áreas subdesenvolvidas, pouca atenção é dada à dieta da gestante. É sabido da grande necessidade nutritiva apresentada pelo feto, tornando de suma importância a qualidade alimentar da gestante.
  • Desmame Precoce – É o período de desmame uma fase crítica na ecologia nutricional da criança nos primeiros meses de vida, a introdução inadequada de prática alimentar artificial representa um grave risco para Desnutrição. Muitas mães, pertencentes a nível sócio-econômico baixo efetuam o desmame de seus filhos precocemente, alegando enfraquecimento ou falta de leite; porém, sem terem o que ou como oferecer outro tipo de alimentação,empregam pouca quantidade de leite pasteurizado no preparo da mamadeira ou ainda dispensam alimentos de grande valor nutritivo, tais como ovo e feijão, por crendices e preconceitos.

1.3. Classificação e Características

         Existem vários tipos de Desnutrição que recebem sua denominação relacionada aos sinais circunstanciais e a classificação por peso/idade e peso/altura. A criança desnutrida é fundamentalmente um indivíduo muito mais magro do que baixo. A classificação mais usada talvez seja a de COSTE (1978: 87), baseada no déficit de peso em relação ao padrão normal para idade.

  • Desnutrição de 1º grau – déficit de peso superior a 10%
  • Desnutrição de 2º grau – déficit de peso superior a 25%
  • Desnutrição de 3º grau – déficit de peso superior a 40%

         Esta classificação pressupõe o conhecimento de padrões normais de crescimento físico, mas não leva em consideração a altura da criança. Os limites de 10,25 e 40% são empíricos, mas não há outro modo nesse tipo de classificação, em biologia. Segundo o critério do autor acima citado, apresentam-se os pesos limites para o enquadramento dos pacientes nos três graus de desnutrição. Segundo CHAVES (1985: 470), as formas graves de desnutrição são classificadas de acordo com o quadro clínico em: Marasmo e Kwashiorkor. O Marasmo, ou desnutrição seca, é uma forma crônica de desnutrição, na qual a deficiência primariamente de energia, em estágios avançados, é caracterizada por perda muscular e ausência de gordura subcutânea. Apresenta-se quase sempre no lactente ou na criança de tenra idade sendo incomparavelmente, a forma de maior freqüência nos dois primeiros anos de vida. O que impressiona de imediato é o emagrecimento visto que é resultante da fome quase total, a redução considerável do panículo adiposo no abdômen, no tórax e nos membros. Nos pontos em que o panículo adiposo vai desaparecendo, a pele torna-se pálida e sem elasticidade, apresentando pregas. Formam-se espontaneamente, sobretudo na face interna das coxas, ao nível do triângulo de Scarpa, pregas finas e quase verticais, em divergência com as do lactente eutrófico, grossas e orientadas no sentido horizontal. Como a gordura da face é a última a desaparecer, sua ausência assinala a fase extrema do Marasmo, e a face adquire aspecto típico tornando-se encarquilhada, sendo que na testa desenham-se pregas transversais muito acentuadas. As veias ficam salientes. Os ossos malares destacam-se fortemente; os olhos afundam-se.

         O coxim adiposo do rosto desempenha importante papel no ato da sucção, mantendo a firmeza das bochechas. Sua ausência faz com que a boca não exerça seu papel de bomba aspirante. A sucção passa a exigir grande esforço muscular e mostra-se ineficaz causando a amamentação impossível e podendo até ocasionar morte súbita. No início apenas o crescimento ponderal é atingido. Quando, porém o estado se prolonga a altura também se retarda. O tônus muscular diminui (hipotonia), os reflexos tendinosos atenuam-se. A mucosa bucal, seca e vermelha, muitas vezes apresenta placas de sapinho. É frisante o contraste do rubor dos lábios com a palidez da pele. Apresenta hipotermia (baixa da temperatura corporal). O coração diminui de volume. O pulso é fraco. As fezes habitualmente escassas e duras, às vezes acontecem episódios diarréicos agudos, agravando o estado nutricional (diarréia de fome).

         A desnutrição grave de Kwashiorkor, também conhecida como molhada, é uma forma de desnutrição associada com extrema deficiência protéica da dieta e caracterizada por hipoalbuminemia, edema e fígado gorduroso aumentado; a gordura subcutânea é normalmente preservada e a perda muscular pode ser mascarada por edema. Encontra-se com certa freqüência em países subdesenvolvidos, verifica-se de preferência entre um e três anos. O emagrecimento não atinge grau considerável. Mantêm-se uma certa quantidade de gordura subcutânea e logo aparece edema, seguido de lesões características da pele, cabelo e mucosas. Edema constante, ora se localiza nos membros inferiores e na face, ora se generalizada lembrando a nefrose. A infiltração edematosa e a conservação da gordura subcutânea dão à face aspecto redondo de “lua cheia”. A explicação para um desnutrido apresentar edema é que as proteínas (das quais o indivíduo está carente) fazem o papel da pressão oncótica (pressão que “segura” os líquidos plasmáticos dentro dos vasos sanguíneos). Desta forma, não há proteínas (albumina) suficientemente, acontece o extravasamento do líquido para a cavidade abdominal e, em processos mais avançados de desnutrição, para outras partes do corpo de maneira generalizada.

         O fígado gorduroso provém do fato de que a desnutrição provoca perda da capacidade dos hepatócitos de metabolizar as gorduras, o que causa esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado). Mantém-se uma certa quantidade de gordura subcutânea em virtude da alimentação rica em carboidratos. Os mingaus amiláceos ou dietas vegetais de grande volume e pouca densidade de nutrientes são freqüentemente usados como resultados de pobreza e ignorância. Ocorrem lesões cutâneas, o cabelo é escasso, fino, seco, frágil, quebradiço, cai facilmente, apresenta tom avermelhado, castanho claro ou mesmo amarelo. Os lábios são secos, ásperos, fendidos, as lesões acentuam-se nos cantos da boca, onde freqüentemente vezes se infectam. A língua passa por duas fases: na primeira vermelha com as papilas salientes; na segunda pálida lisa e brilhante. Diarréia contínua ou intermitente. O fígado às vezes mostra-se hipertrofiado.

         Com relação ao desenvolvimento psicomotor do desnutrido foram observadas as seguintes características no Marasmático: há atraso mais ou menos acentuado nas épocas em que o lactente já deveria sustentar a cabeça, rolar, sentar, engatinhar, ficar de pé e deambular. Quando tardio o inicio da desnutrição, nota-se retrocesso no desenvolvimento.  Desaparece o bom humor, que é um dos caracteres dos lactentes eutrófico. Os olhos perdem a vivacidade. O sorriso rareia cada vez mais até se extinguir de todo. No início pode-se observar excitação, inquietude, choro persistente e sono intranqüilo.

         No Kwashiorkor as perturbações psíquicas são muito acentuadas e invariáveis, ou seja, uma associação de apatia com hiper-irritabilidade. Em contraste com a atividade vibrante, a inquietude, a curiosidade insaciável da criança sadia de um a quatro anos, não existe naquela com desnutrição esta ostenta absoluta indiferença ao ambiente, permanece horas e horas deitada ou sentada, imóvel e apática. O pouco que chora é um gemido monótono e sem lágrimas. Recebe mal-humorada a aproximação de qualquer pessoa. Nada agrada e nem distrai, jamais esboça um sorriso, mostra-se sempre introvertida e mergulhada na mais profunda tristeza.

         No Kwashiorkor-marasmático, existe uma combinação de sinais e sintomas, dos dois tipos de desnutrição, sendo comum a transição de um quadro clínico para outro. Tende a ser limitado a algumas partes do mundo (África rural, Caribe, Ilhas do Pacífico e Sudeste da Ásia), onde as comidas utilizadas para desmamar os bebês – como inhame, mandioca, arroz, batata-doce e bananas verdes – são deficientes em proteínas. O exame laboratorial auxilia no diagnóstico diferencial e é indispensável na pesquisa da desnutrição colaborando para ampliar os conhecimentos sobre a doença. No Kwashiorkor a albumina se encontra bastante diminuída. As globulinas geralmente estão normais com discretas variações e o colesterol está diminuído. Nos exames biofísicos, o RX dos ossos, pode mostrar parada ou atraso do crescimento, sinais de raquitismo, entre outros.

1.4. Quadro Clínico

         A sintomatologia clínica da Desnutrição é extremamente variada, pois sendo esta doença sistêmica e inespecífica, afeta em graus variáveis, cada uma de todas as células do organismo. A análise de um grande número de crianças desnutridas possibilitou, a separação dos sinais e sintomas da desnutrição em três categorias, segundo COSTE (1978: 57):

  • Sintomas Universais
  • Sintomas Circunstanciais
  • Sintomas Agregados

         Os Sintomas Universais são aqueles que sempre se acham presentes, independente da intensidade da etiologia ou do aspecto clínico da desnutrição. Estes são descritos como fenômenos, já referidos de diluição, disfunção e depleção ou atrofia correspondendo à diminuição ou interrupção dos incrementos normais do crescimento e desenvolvimento.

         Os Sintomas Circunstanciais são aqueles cuja presença não é obrigatória e são na realidade manifestações ocasionais dos sintomas universais: Como exemplo podem ser citados: edema, desprendimento fácil do cabelo, lesões dérmicas, baixa temperatura corporal, metabolismo basal diminuído, nefrose caliopênica, insuficiência cardíaca, hepatomegalia. Quando os sintomas circunstanciais existem são usualmente tão óbvios que representam grande ajuda para o diagnóstico, porém não têm valor para o prognóstico e nem alteram substancialmente o tratamento.

         Os Sintomas Agregados não são diretamente devidos à desnutrição e sim a entidades mórbidas associadas, normalmente nas etapas avançadas da Desnutrição e que às vezes, impedem separar com clareza o que pertence à desnutrição. Os sintomas agregados estão presentes principalmente nos casos de desnutrição de 3º (terceiro) grau.

1.5. Manifestações Clínicas

         Falaremos a seguir das três manifestações clínicas da desnutrição segundo a classificação de COSTE (1978).

1.5.1. Manifestações clínicas de Caráter Universal

1.5.1.1. Detenção do crescimento e desenvolvimento

         É a mais importante alteração funcional, pelo aporte insuficiente de nutrientes às células. Pode ser tão intensa que leva a regressão demonstrável nos terrenos bioquímico, funcional e anatômico, podendo situar o indivíduo nos padrões de recém nascidos.

1.5.1.2. Hipotrofia e alterações do tono das massas musculares

         Os músculos se apresentam diminuídos em seu volume, pequenos, delgados, encurtados, por atrofia das miofibrilas nos dois tipos de desnutrição; já o tono muscular é diferente conforme o tipo de desnutrição: no subnutrido ele está aumentado, oferecendo resistência à movimentação passiva, enquanto que o Kwashiorkor os músculos são hipotônicos, com movimentação ativa muito escassa e não oferecendo resistência alguma à movimentação passiva, chegando, as vezes, a simular paralisia. Essas alterações musculares podem condicionar posições viciosas de articulações, as quais terminam em deformidades, tais como: pés chatos, defeitos torácicos, defeitos nos joelhos, desvio da coluna vertebral. A anatomia muscular dos músculos abdominais pode concorrer para a diástase dos retos abdominais, para a hérnia umbilical e para o aspecto globoso do abdome.  ***

1.5.1.3. Manifestações psíquicas

         Traduzidas por mudanças de caráter, irritabilidade, depressão mental e apatia. ***

1.5.2. Manifestações clínicas de Caráter Circunstancial

1.5.2.1. Lesões de pele e mucosa

         A pele é o setor mais rico em manifestações de mais fácil acesso ao exame clínico. As principais alterações da pele na criança desnutrida criançarespondem aos casos de Kwashiorkor; a pele do subnutrido altera-se. Há uma fragilidade cutânea generalizada, o que determina grande freqüência da escara de decúbito e soluções de continuidade pelos menores traumas. Por causa da baixa resistência que os desnutridos apresentam, há contaminação bacteriana freqüente das zonas lesadas, determinando piodermites com as mais variadas formas clínicas.

1.5.2.2. Lesões em fâneros

         As alterações do cabelo são constantes, apesar da intensidade ser variável aponto de às vezes, não serem evidenciadas; inicialmente o cabelo deixa de crescer, para que em seguida tornar-se fino, seco quebradiço, descolorido e facilmente destacável. Estas mesmas alterações podem aparecer nos cílios e sobrancelhas. As unhas também sofrem a ação da desnutrição, apresentando-se finas, quebradiças, sem brilho e quase não crescem.

1.5.2.3. Lesões oculares

         Nas mucosas oculares se observa uma grande variedade de alterações inespecífica; edema, engrossamento e hiperemia da conjuntiva, hipertrofia conjuntival folicular, fotofobia e cegueira noturna.

1.5.2.4. Edema

         Para que o edema seja clinicamente reconhecido, é necessário antes de tudo que haja uma certa quantidade de gordura no tecido celular subcutâneo, sem o que será impossível reconhecer o edema pela pressão digital. Por isso, é difícil a ocorrência de edema clínico no Marasmo, já que nestes casos o déficit calórico determina o quase desaparecimento da gordura do tecido celular subcutâneo. No kwashiorkor, havendo suprimento dietético de calorias, ainda que parcial, costuma haver o depósito de gordura necessário para o reconhecimento clínico do edema. O edema costuma ser pálido, frio, mole, não doloroso à pressão. Inicia-se nos pés e nas mãos, agrava-se pelo exercício físico.

1.5.3. Manifestações de Caráter Agregado

1.5.3.1. Processos infecciosos

         É ponto pacífico que os processos infecciosos e parasitários não tem ação direta na etiopatogênia da desnutrição, porém são causas coadjuvantes na sua evolução, principalmente em relação ao agravamento. A sintomatologia da infecção no desnutrido costuma ser bem pouco aparente.

1.5.3.2. Desequilíbrio hidroelétrico agudo

         É uma das principais urgências do desnutrido, tanto pela gravidade como pela freqüência, pois cerca de 60% dos desnutridos crônicos têm a desidratação como causa de sua internação hospitalar.

1.5.3.3. Alterações emocionais dependentes do ambiente

         Em relação aos distúrbios emocionais do desnutrido cabe distinguir duas ordens de fatores: as lesões do sistema nervoso central, conseqüentes à carência nutricional e os agravos representados pelas condições de abandono psico-social em que vivem.

1.6. Evolução

1.6.1. Da etiopatogenia

         Se a desnutrição é primária, a dieta bastará para que se obtenha a cura; se é secundária, sua evolução dependerá da doença que a ocasionou, nem sempre de fácil controle.

1.6.2. Das manifestações agregadas

         Sabe-se que o desequilíbrio hidroeletrolítico agrava sobremaneira o prognóstico.

1.6.3. Do tratamento

         Deve permitir ao organismo reparar os danos já causados durante os diversos estágios patogênicos, bem como deve ser devidamente prolongado para que possa permitir a recuperação, que não se deve esperar que aconteça a curto prazo, quando tratar-se de um organismo cronicamente desnutrido, especialmente por se encontrar em período de crescimento e desenvolvimento.

         “As seqüelas deixadas pela desnutrição são de ordem física, neurológica e psicológica, entre outras, a saber. O nanismo – a criança tratada da desnutrição a qualquer tempo recupera o ganho de peso; porém a estatura é algo mais complexo, pois o principal fator de controle em longo prazo da secreção de hormônio do crescimento é o estado nutricional dos próprios tecidos, especialmente seu nível de nutrição protéica. Portanto a deficiência nutricional pode levar a deficiência da secreção do hormônio do crescimento e conseqüentemente a baixa estatura”. (CHAVES, 1985: 67)

         Para o tratamento da desnutrição os pontos básicos são:

  • Eliminar os fatores etiológicos que originam a desnutrição;
  • Permitir que o organismo repare os danos já causados durante as diversas etapas patogênicas;
  • Ser devidamente prolongado para se conseguir a recuperação, à qual não é de se esperar em curto prazo para um organismo cronicamente desnutrido, principalmente em se tratando em organismo em fase de crescimento e desenvolvimento.

5 respostas a DESNUTRIÇÃO INFANTIL

  1. eu estou fasedo meu tcc sobre com desnutrição,gostari de reseber mais material obrigado……………bjs………

  2. Ellane disse:

    Minha monografia é sobre desnutrição infantil. Gostaria de receber publicações com dados acerca do assunto, e se possível relacionados ao interior do estado de pernambuco.

  3. Lais Miranda disse:

    Eu vou fazer um seminario de ciencias e estou pesquisando e queria saber mais coisas para que eu possa levar o saber que eu aprendir nesse site para os outros estudantes do meu colegio!!!! Obrigado e bjos!!!!

  4. JOZILENE JB disse:

    A desnutrição é uma doença de origem multifatorial.Ocorre por causa da carência de carboidrato,proteína,vitaminas,”gordura”e minerais.Por isso aproveitem ao máximo o valor nutricional dos alimentos,utilizando frutas e verduras frescas,e não esquecer do popular prato de arroz com feijão.

  5. thaissa da cruz disse:

    EU USTOU FAZENDO UM PORTIFOLIO DE BIOLOGIA………..
    E ESTOU ADORANDO A MATERIA!BJOS.

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